12 dezembro, 2008

salmoamargo, #04

Frágeis somos, Senhor
Como a neblina que surge
E logo se dissipa,
Assim são nossos dias na Terra.

Não fora Teu resgate
Tão perfeitamente provido,
Não haveria alegria
Em nosso tempo aqui

Pois tudo que vemos
É violência, doenças,
Injustiça e desamos.
Pessoas que dizem que Tu
És apenas o que era,
E não também o que é
E que há de vir

Mostra-lhes, Senhor,
Quão amarga é a Tua ira
Mostra-lhes, Senhor
Quão doce é o Teu amor

Pois somos todos frágeis,
E o tempo urge
Somos qual neblina passageira,
E o vento que nos sopra
Sai da Tua boca

Salmoamargo #04, Eduardo Mano

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10 novembro, 2008

salmoamargo, #03

Ouve minha súplica, Senhor
Ajuda-me a entender os meus dias
Os que se dizem Seus
Não buscam prazer em Tua Palavra.
Antes, sua alegria está
Em escarnecer a Tua noiva.

Ouve minha súplica, Senhor
Vem ao encontro do meu triste coração
Pois deveríamos ser conhecidos pelo amor
E não pela cisma em nosso meio
E se não amamos ao nosso próximo,
Como iremos amar a Ti acima de tudo?

Ouve minha súplica, Senhor
Ouve meu grito silencioso
Converte nossos corações a Ti
Dá que busquemos a compreensão
A começar em mim,
A começar em mim.

Salmoamargo #03, Eduardo Mano

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16 outubro, 2008

salmoamargo, #02

Sou indeciso, Senhor,
Não sei para onde ir.
Os caminhos são diversos,
E as possibilidades, tamanhas,
Pode tudo ser a Tua voz?
Pode nada ser a Tua voz?

Meus músculos e ossos dóem,
Pois a preocupação me atormenta.
Até quando, Deus? Até quando?
Tal como a Moisés e o povo,
Guia-me com Tua presença.
Não há para onde ir
Se não fores à frente.

Livrai-me das más-interpretações,
Livrai-me da minha fraqueza.
Que a Tua mão possa amparar
As decisões e rumos que eu tomar.

Guia-me com Tua presença.
Não há para onde ir
Se não fores à frente.

Salmoamargo #02, Eduardo Mano

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02 outubro, 2008

salmoamargo, #01

Conheço pessoas que não valem
o prato que comem,
que aparentam boas ações,
mas semeiam a discórdia.

Pessoas que conseguem aquilo
que seus corações desejam;
são queridas por todos,
chamam-nas carismáticas.

Entretanto, ai dos que convivem
sob o mesmo teto que elas.
Sofrem com sua má-vontade,
ferem-se com seu desamor.

Ao ver isso, clamo ao SENHOR,
que tudo vê em secreto;
questiono com raiva
a sinceridade de seus corações.

E então, sou lembrado por Deus
que de corações Ele entende bem,
que de fato Ele tudo vê em secreto,
mas que às claras fará juízo.

E também sou lembrado
que Ele vê o meu coração
e que muito precisa mudar
para que ele seja, de fato, puro.

Salmoamargo #01, Eduardo Mano

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